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  • Antigamente, ao se selecionar uma almofada, a escolha era baseada em: o que era confortável; o que se tinha sucesso anterior; o que o distribuidor nos indicava; o que o cliente buscava; e por aí vai… Hoje, precisamos buscar a melhor tecnologia para atender as necessidades de nossos clientes. Para tanto, sugerimos seguir alguns passos: […]

    IMPORTÂNCIA DA ESCOLHA IDEAL DE UMA ALMOFADA DE POSICIONAMENTO

    Antigamente, ao se selecionar uma almofada, a escolha era baseada em:

    • o que era confortável;
    • o que se tinha sucesso anterior;
    • o que o distribuidor nos indicava;
    • o que o cliente buscava;
    • e por aí vai…

    Hoje, precisamos buscar a melhor tecnologia para atender as necessidades de nossos clientes. Para tanto, sugerimos seguir alguns passos:

    • Análise da Integridade da Pele: verificar coloração (palidez, cianótica, ictérica), umidade (presença de ressecamento, oleosidade e sudorese), temperatura (calor ou frio generalizados ou locais – sinais flogísticos), textura (aspereza, enrugada, fina), turgor (prega cutânea), integridade/lesões (mácula, pápula, vesícula, bolha, pústula, erosão, úlcera, fissura, etc) e presença de edema.
    • Postura: Nós, seres humanos, somos seres extremamente dinâmicos. E conseguimos atribuir muito de nosso dinamismo, ao fato de termos conquistados a postura bípede. A análise da postura do usuário de cadeira de rodas é extremamente importante, pois ele permanece nesta mesma postura por muitas horas. A almofada além de promover a prevenção das úlceras, deve ainda acomodar as alterações posturais encontradas, para que caso de não consiga corrigi-las, pelo menos podemos evitar sua progressão.
    • Análise Funcional: Extremamente importante é ter conhecimento de todas as limitações funcionais do usuário. Se ele é mais ativo ou mais dependente, quanto tempo ele permanece na cadeira, quais atividades ele desenvolve sob a mesma e por onde ele transita, auxiliam na determinação da almofada.
    • Medidas: Dimensões anatômicas e dimensões globais – as dimensões do usuário são determinantes para a configuração e escolha da almofada/encosto apropriados.
    • Registro: Registrar todas as percepções, anotações e avaliações e arquivá-las, para consultas futuras.

    Caso não haja essas informações clínicas, precisamos de nos questionar alguns pontos para conseguir determinar as características mínimas para uma almofada. São elas:

    • Qual o nível de proteção da pele necessário?
    • Quanto de posicionamento é preciso? É necessário acomodação ou correção?
    • Quanto de estabilidade é necessário para a função? Considerar estabilidade lateral e frontal.

    Precisamos entender o porquê da escolha de determinada almofada/encosto. O usuário precisa ser funcional na cadeira, e a almofada/encosto deve auxiliar nisso.

    O que o usuário pretende? Quais suas atividades? Por exemplo, é uma almofada que vai ser pouco utilizada, para pouco tempo na cadeira, sem muito suporte; ou é preciso muita estabilidade, pois o usuário demanda postura e é mais dependente?

    Temos ainda que considerar sempre o tipo de material utilizado na fabricação daquele equipamento (se espuma, ar, híbrida, fluídos, gel), o seu design (segmentação, densidade e firmeza e contorno.

    Após toda a análise e determinarmos a almofada ideal para o usuário, devemos avaliar se a indicação é realmente a correta. Para isso, possuímos algumas ferramentas para nos auxiliar. São elas:

    • Imersão: Temos que verificar o quanto o usuário imerge na almofada, e para isso temos a INSPEÇÃO VISUAL do quanto a pelve, coxa e os trocânters estão imersos DENTRO da almofada. E o MAPA DE PRESSÃO, que avalia a superfície de contato, e mostra os pontos de pressão, através da distribuição de cor e gradiente, também é uma opção.
    • Envolvimento: Verificamos aqui o quanto o contorno formado está intimamente ligado ao contorno do usuário, ou seja, a capacidade da almofada em deformar-se em torno do contorno do corpo.

    Para tanto, podemos verificar através das MÃOS e OLHOS, FEEDBACK DO USUÁRIO e o MAPA DE PRESSÃO.

    • Magnitude: Na magnitude verificamos o quão bem a almofada distribui a pressão. O objetivo é normalmente diminuir a pressão nos ísquios e espalhar para áreas que conseguem suportar carga. Para determinar isto, podemos fazer uma INSPEÇÃO NA PELE, utilizar o MAPA DE PRESSÃO, e verificar ONDE ESTÃO AS ÁREAS DE RISCO E QUÃO ALTA ESTÁ A PRESSÃO NESTE LOCAL.

    Então para avaliar as almofadas precisamos de :

    • Avaliar o material da Capa e a Tensão
    • Quais materiais são utilizados (Lembre-se dos mecanismos e forças)
    • Quais técnicas de design estão presentes (segmentação, densidade das camadas e contorno pré-definido)
    • Qual é o contorno ou possibilidade de forma na área pélvica de carga (qual o potencial de imersão, qual o método de distribuição de peso, estabilidade lateral e frontal)

    Para avaliar as questões clínicas, temos que ter em nossa mente a todo momento alguns questionamentos clínicos para determinar qual a almofada mais apropriada para o usuário:

    • O usuário será capaz de se orientar, conscientemente, para a área pélvica?
    • Quais mudanças são previstas para ocorrer com o cliente?
    • Quanto capaz e complacente será o usuário ou o cuidador dentro das necessidades de manutenção?
    • Quais são as considerações do estilo de vida?
    • Transferência e Transporte
    • O usuário pode cumprir todas as atividades funcionais no produto selecionado?
    • É CONFORTÁVEL? Para o USUÁRIO!!!!!! A tolerância ao sentar foi aumentada?
    • Nós fornecemos todas as justificativas necessárias?
    • Qual é a consequência do usuário em não fazer uso deste equipamento?

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